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Medicina Geral e Familiar

A Medicina Geral e Familiar está vocacionada para a prestação de cuidados de saúde primários

Uma abordagem médica generalista e global, a indivíduos e famílias, sem limites de idade, na saúde e na doença, nas perspectivas preventiva, diagnóstica e curativa, encaminhando, quando necessário, para outras especialidades médicas ou cirúrgicas, mas mantendo sempre a proximidade.

Hipertensão Arterial

A hipertensão arterial é uma das causas mais frequentes de consultas médicas e define-se por: pressão arterial sistólica >140mmHg e/ou pressão arterial diastólica >90mmHg.

Mais de 90% dos doentes têm hipertensão arterial primária, essencial ou sem causa detetável. Esta é, em regra, multifatorial.

Só cerca de 8% dos doentes têm causas identificáveis para a sua hipertensão arterial e potencialmente tratáveis, nomeadamente:

Casos de doenças endócrino-metabólicas (hiperaldosteronismo, feocromocitoma, síndrome de Cushing, entre outros);

Doenças renais e renovasculares;

Coartação da aorta;

Medicação (caso de anticonceptivos orais);

Síndrome de apneia do sono.

Aconselha-se, no caso de adultos saudáveis, a medição da pressão arterial, pelo menos uma vez por ano. Na população com fatores de risco associados – obesidade, diabetes mellitus, fumadores ou com antecedentes familiares de doença cardiovascular – deve haver um controlo mais frequente e de acordo com as indicações médicas.

A Hipertensão Arterial não tem sintomas e, por isso, muitas das vezes o seu diagnóstico é tardio e pode já ter consequências mais graves.

O aumento da pressão arterial exerce um efeito importante no desenvolvimento da Doença Cardiovascular, é um fator de risco reconhecido de morbilidade e mortalidade Cardiovascular e Renal.

Assim, as intervenções sobre o estilo de vida devem ser o primeiro passo na prevenção e tratamento da Hipertensão Arterial, nomeadamente: adotar uma dieta variada, nutricionalmente equilibrada, evitando o consumo de comidas com muito sal e bebidas alcoólicas; praticar, de forma regular, exercício físico, 30 a 60 minutos, quatro a sete dias por semana; controlar o peso e ainda, caso fume, a cessação do consumo de tabaco. A manutenção destes cuidados, associada a uma vigilância regular da pressão arterial, são essenciais para a manutenção de uma vida saudável.

Para obter apoio, conselhos ou qualquer esclarecimento sobre a Hipertensão Arterial e a sua prevenção ou tratamento, agende uma consulta Medicina Geral e Familiar.

Diabetes Mellitus

A diabetes mellitus é uma doença metabólica crónica, que pode ter várias causas e que resulta de várias alterações fisiopatológicas que conduzem à elevação permanente da glicemia (concentração de açúcar no sangue).

Existem vários tipos de diabetes: a diabetes tipo 1, em que o pâncreas deixa de produzir insulina, sendo diagnosticada sobretudo em crianças e jovens adultos; na diabetes tipo 2, que afeta pessoas mais idosas, o pâncreas continua a produzir insulina, mas em quantidade insuficiente ou o corpo não consegue utilizá-la de forma adequada. Este tipo de diabetes está intimamente associado ao excesso de peso ou obesidade. Outra forma de diabetes é a diabetes gestacional, cujo diagnóstico e tratamento especializado é fundamental para evitar complicações maternas e fetais.

A diabetes manifesta-se com vários sinais e sintomas, que devem alertar médicos e doentes para esta hipótese diagnóstica, nomeadamente: aumento da frequência urinária e sede excessiva, falta de energia ou perda de peso. Outros sintomas incluem: fome constante, perda de peso súbita, feridas de cura lenta e infeções recorrentes

O tratamento adequado e especializado associa-se a uma melhor prevenção das complicações da diabetes, como a retinopatia, nefropatia, neuropatia, enfarte do miocárdio, acidente vascular cerebral, amputações e morte prematura.

A abordagem individualizada é fundamental para o sucesso do seguimento das pessoas com diabetes. A adoção de um estilo de vida saudável, com prática de exercício físico regular e alimentação adequada, é um componente fundamental não apenas no tratamento, mas também na prevenção da diabetes.

Dislipidémia

Os lípidos são um componente fundamental para o organismo humano, representando uma importante fonte de energia e contribuindo para o normal funcionamento celular.

Existem essencialmente dois tipos de lípidos circulantes no sangue: o colesterol e os triglicéridos.

Quando o colesterol “mau” (cholesterol LDL) e os triglicéridos no sangue atingem valores muito elevados, aumenta o risco de aterosclerose e de obstrução parcial ou total do fluxo sanguíneo cardíaco e cerebral. A dislipidemia é, por esse motivo, um dos principais fatores de risco da aterosclerose, que representa a principal causa de morte dos países desenvolvidos, incluindo Portugal. Este facto deve-se à sua associação com doenças do foro cardíaco e cérebro-vascular como os enfartes agudos do miocárdio e os acidentes vasculares cerebrais (AVCs).

As principais causas de dislipidemia são: uma alimentação rica em gorduras e pobre e fibras e vegetais, obesidade, sedentarismo, insulinorresistência (doentes obesos e diabéticos), hipotiroidismo (problemas endocrinológicos), assim como fatores genéticos/familiares.

Numa pessoa com dislipidemia, deve ser efetuada uma avaliação clínica e laboratorial para despiste de causas secundárias de dislipidemia e de comorbilidades, nomeadamente, pressão arterial, índice de massa corporal ou outro parâmetro de obesidade, glicemia, função renal, função hepática e função tiroideia.

A abordagem terapêutica da dislipidemia tem como objetivo fundamental a redução do risco cardiovascular. A todos os doentes é recomendada uma mudança de estilos de vida, ao nível da alimentação e do exercício, isoladamente ou em associação com medidas farmacológicas definidas individualmente para cada doente em consulta médica.

Excesso de Peso

Em Portugal, mais 50% da população tem excesso de peso (pré-obesidade + obesidade). Considerada pela Organização Mundial da Saúde uma epidemia, a obesidade, afeta de forma negativa a nossa longevidade e qualidade de vida.

O excesso de peso constitui um importante fator de risco para o desenvolvimento e/ou agravamento de outras patologias, tais como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, alguns tipos de cancro, entre outras.

O excesso de peso define-se por um excesso de tecido adiposo (gordura) em relação à massa magra (músculo, ossos e órgãos), numa proporção que pode afetar a saúde.

Do ponto de vista de distribuição da gordura, o excesso de peso divide-se em dois tipos:

Ginoide: caracteriza-se por um corpo em forma de pêra, com uma maior acumulação de gordura abaixo da cintura. É mais comum nas mulheres, apresenta menor impacto no risco cardiovascular que a obesidade masculina, estando mais associada ao aparecimento de varizes e de doenças articulares.

Androide: com a gordura localizada na cintura e zona superior do corpo, está associado a um corpo em forma de maçã. Mais frequente nos homens, pode favorecer o aparecimento de diabetes, hipertensão, aterosclerose e doenças cardiovasculares.

Na consulta de emagrecimento a abordagem ao tratamento do excess de peso é feita em função das especificidades de cada caso, com os seguintes objetivos:

  • Intervir de uma forma atempada e eficaz;
  • Elaborar um plano de tratamento da doença;
  • Pôr em prática medidas de prevenção.
Hipotiroidismo

A glândula tiroideia é um pequeno órgão localizada na face anterior do pescoço cuja função é produzir hormonas, as quais são fundamentais na regulação do funcionamento de todas as nossas células e, em última análise, do nosso organismo. É um órgão fundamental para nos mantermos vivos.

Na generalidade esta glândula funciona normalmente, mas pode apresentar desvio no sentido da hipofunção (hipotiroidismo) ou hiperfunção (hipertiroidismo). Nestas situações podemos ter alterações de temperatura corporal, frequência cardíaca, tensão arterial, peso, apetite, humor (até alterações psiquiátricas graves), funcionamento intestinal, e muitas outras, frequentemente subtis e de difícil diagnóstico.

O hipotiroidismo é a doença funcional tiroideia mais comum e traduz uma deficiente produção hormonal. Geralmente é causada pela falência primária da tiroide, mas também pode resultar da diminuição do estímulo da TSH sobre ela (hipotiroidismo central ou secundário).

A tiroidite autoimune, também denominada tiroidite de Hashimoto ou tiroidite linfocíticacrónica, é a primeira causa de hipotiroidismo (70%) e está associada a títulos elevados de anticorpos anti tiroideus.

Anemia

Anemia é a doença de sangue mais comum e define-se pela diminuição do número absoluto de glóbulos vermelhos (também designados eritrócitos) no sangue. Em termos práticos, a anemia corresponde a uma diminuição na hemoglobina, com valores de referência variáveis de acordo com o sexo: inferiores a 13,5 g/dL nos homens e inferiores a 12 g/dl nas mulheres. A apresentação clínica depende da gravidade e da rapidez de instalação: quando é de instalação lenta, os sintomas são muitas vezes inespecíficos e podem incluir fadiga, palpitações, sensação de “falta de ar” ou diminuição da tolerância ao exercício físico; quando a anemia é de aparecimento rápido, a sintomatologia é mais exuberante e inclui muitas vezes confusão mental, sensação de “desmaio” ou mesmo perda de consciência; em geral, só numa fase avançada da doença, a palidez se torna evidente; nos casos de maior gravidade, pode associar-se a arritmias, enfarte agudo do miocárdio ou morte.

O tratamento do doente com anemia vai depender da causa subjacente e da presença, ou não, de sintomas associados.

Osteoartrose/ "Artrose"

A osteoartrose, vulgarmente chamada artrose, é uma causa muito importante de invalidez nos idosos e uma das mais frequentes na incapacidade definitiva e reforma antecipada. A doença afeta os dois géneros igualmente, embora depois dos 50 anos haja um ligeiro predomínio nas mulheres.

A osteoartrose é uma doença que atinge, fundamentalmente, a cartilagem articular e caracteriza-se pela sua perda progressive com consequente perda de função e aparecimento de dor

O tratamento inicial da osteoartrose é conservador (não cirúrgico) e consiste em:

Perda de peso

Medicação anti-inflamatória

Programas de reabilitação funcional em fisioterapia

Utilização de apoios externos – canadiana

Infiltrações

Quando o tratamento conservador da artrose não obtém resultados ou os sintomas iniciais são muito intensos, o tratamento cirúrgico surge como opção.

Ansiedade

A ansiedade, dentro de determinados limites, é uma emoção considerada normal e até adaptativa, que faz parte do conjunto de reações físicas e emocionais aos diversos estímulos externos. A ansiedade é caraterizada por sentimentos de tensão, preocupação, insegurança, normalmente acompanhados por alterações físicas como o aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca, sudação, secura da boca, tremores e tonturas.

Apesar deste caráter normativo, quando a ansiedade persiste em certos contextos, interfere negativamente com a capacidade de desenvolver as atividades diárias e causa sofrimento físico e/ou emocional significativo, estamos perante uma patologia ansiosa.

Existem diferentes formas de ansiedade, cada uma delas com sintomas diferentes, sendo as principais as seguintes:

  • Fobia específica;
  • Perturbação de pânico;
  • Agorafobia;

Perturbação de ansiedade generalizada.

As perturbações de ansiedade são muitas vezes acompanhadas de outras doenças psiquiátricas, quer como causa ou como consequência. É muito prevalente a existência simultânea de sintomatologia depressiva e ansiosa no mesmo doente, tal como é frequente o abuso de álcool ou ansiolíticos, com o objetivo de reduzir os sintomas.

O tratamento das diferentes formas de ansiedade, quando estas apresentam um impacto negativo e limitador no dia-a-dia das pessoas, baseia-se em medicação (psicofarmacologia) e psicoterapia, sempre que possível combinadas para otimizar a resposta terapêutica.

Depressão

A depressão é uma perturbação mental persistente que afeta negativamente a forma como a pessoa se sente, pensa e age.

Provoca sentimentos de tristeza e/ou perda de interesse e prazer nas atividades lúdicas habituais e diminui de forma significativa a capacidade funcional da pessoa, quer a nível profissional, quer a nível social.

A depressão apesar de ser uma patologia muito comum na sociedade, pode passar despercebida, uma vez que os seus sintomas podem ser atribuídos a outras causas (como doenças físicas ou stress). Assim, é importante perceber que todos podemos estar tristes, mas que esses sentimentos habitualmente apresentam uma curta duração, não interferem com as atividades do dia-a-dia e não estão associadas a um sofrimento intense, contrariamente ao que acontece na depressão.

  • A escolha do tratamento depende:
  • Gravidade do quadro clínico;
  • Preferência do doente;

Presença ou não de outras doenças.

De uma forma geral, os quadros depressivos de intensidade moderada a grave exigem a associação de psicoterapia cognitivo-comportamental e terapêutica farmacológica.

Dependência de Tabaco

Os efeitos do consumo de tabaco são a principal causa de morte evitável, não só para o fumador, mas também para os não fumadores expostos ao fumo.

As vantagens para a saúde decorrentes da cessação tabágica iniciam-se quase de imediato, após o consumo do último cigarro e manifestam-se ao longo dos anos.

Parar de fumar apresenta benefícios de vária ordem aos níveis físico, psicológico e socioeconómico.

Físico: aumento do paladar e do olfato, diminuição do risco de doença;

Psicológico: melhoria da autoestima, reforçando as competências do indivíduo;

Socioeconómico: melhoria do orçamento familiar e da aceitação social.

Calcula-se que cerca de 70% dos fumadores gostaria de deixar de fumar, se o conseguisse fazer com facilidade.

Contudo, tratando-se de um hábito com dependência física e psíquica, nem sempre é possível ultrapassar sem ajuda, os sintomas de privação do tabaco.

Na consulta de medicina geral e familiar é definido um plano personalizado para cada doente com o objetivo de o acompanhar no processo de descontinuação do consumo de tabaco.

Doença Pulmonar Obstrutiva Cónica (DPOC)

A DPOC envolve:

  • Bronquite obstrutiva crónica
  • Enfisema pulmonar

A DPOC é caracterizada por falta de ar progressiva e o tabaco é o seu principal fator de risco. Nos estádios iniciais da doença, pode não notar os sintomas. A Falta de ar, tosse frequente (com ou sem expetoração), “chiadeira” ou aperto no peito, são os sintomas mais frequentes e que caracterizam esta doença.

Uma característica fundamental da DPOC são os períodos de agravamento dos sintomas, conhecidos como exacerbações. Estas podem ser provocadas por infeções ou a exposição a quantidades elevadas de poluição do ar.

Muitos doentes não necessitam de tratamento diário, fazendo apenas tratamento nos períodos de agravamento da doença. Já os doentes com queixas diárias necessitam de tratamento diário com terapêutica inalatória para diminuir a obstrução e a inflamação das vias aérea

A cessação tabágica é a melhor forma de evitar a doença, mas também a sua progressão, além de melhorar a qualidade de vida dos doentes

Todos os doentes com DPOC devem fazer a vacinação anual contra a gripe, bem como, a vacinação antipneumocócica.

Asma

A asma é  uma doença pulmonar muito frequente que se inicia, habitualmente, na infância, mas que pode surgir em qualquer idade e caracteriza-se por um processo inflamatório crónico nas vias aéreas, que as torna mais reativas. Perante determinados estímulos, os brônquios ficam obstruídos e surgem os sintomas da doença, habitualmente episódios de tosse seca persistente, dificuldade em respirar ou sensação de aperto no peito. Os sintomas podem ser ocasionais ou mantidos ao longo do ano, podendo variar de ligeiros a graves.

O tratamento tem como objetivo o controlo da inflamação que existe ao nível dos brônquios. Dessa forma, os medicamentos utilizados têm uma ação anti-inflamatória e os mais frequentemente prescritos são os corticoides inalados. Também pode ser utilizado antagonistas dos leucotrienos, que exercem um efeito similar. A qualquer destes dois tipos de fármacos é útil juntar um broncodilatador.

Tendo em conta que a asma é uma doença crónica, a terapêutica deve ser feita diariamente.