A ansiedade, dentro de determinados limites, é uma emoção considerada normal e até adaptativa, que faz parte do conjunto de reações físicas e emocionais aos diversos estímulos externos. A ansiedade é caraterizada por sentimentos de tensão, preocupação, insegurança, normalmente acompanhados por alterações físicas como o aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca, sudação, secura da boca, tremores e tonturas.

Apesar deste caráter normativo, quando a ansiedade persiste em certos contextos, interfere negativamente com a capacidade de desenvolver as atividades diárias e causa sofrimento físico e/ou emocional significativo, estamos perante uma patologia ansiosa.

Existem diferentes formas de ansiedade, cada uma delas com sintomas diferentes, sendo as principais as seguintes:

  • Fobia específica;
  • Perturbação de pânico;
  • Agorafobia;

Perturbação de ansiedade generalizada.

As perturbações de ansiedade são muitas vezes acompanhadas de outras doenças psiquiátricas, quer como causa ou como consequência. É muito prevalente a existência simultânea de sintomatologia depressiva e ansiosa no mesmo doente, tal como é frequente o abuso de álcool ou ansiolíticos, com o objetivo de reduzir os sintomas.

O tratamento das diferentes formas de ansiedade, quando estas apresentam um impacto negativo e limitador no dia-a-dia das pessoas, baseia-se em medicação (psicofarmacologia) e psicoterapia, sempre que possível combinadas para otimizar a resposta terapêutica.

 

Depressão

A depressão é uma perturbação mental persistente que afeta negativamente a forma como a pessoa se sente, pensa e age.

Provoca sentimentos de tristeza e/ou perda de interesse e prazer nas atividades lúdicas habituais e diminui de forma significativa a capacidade funcional da pessoa, quer a nível profissional, quer a nível social.

A depressão apesar de ser uma patologia muito comum na sociedade, pode passar despercebida, uma vez que os seus sintomas podem ser atribuídos a outras causas (como doenças físicas ou stress). Assim, é importante perceber que todos podemos estar tristes, mas que esses sentimentos habitualmente apresentam uma curta duração, não interferem com as atividades do dia-a-dia e não estão associadas a um sofrimento intense, contrariamente ao que acontece na depressão.

  • A escolha do tratamento depende:
  • Gravidade do quadro clínico;
  • Preferência do doente;

Presença ou não de outras doenças.

De uma forma geral, os quadros depressivos de intensidade moderada a grave exigem a associação de psicoterapia cognitivo-comportamental e terapêutica farmacológica.